lunes 17 de noviembre de 2008

Mastigando pensamentos entre os lençóis, a tua imagem ñ deixava de desvariar minha cabeça.
(Como, alguém tao novo nessa minha caminhada, pode, de repente, dar tanta vontade de conversar?)
Nos entresonhos do meu delirio, os ruídos vindos do vizinhos me aterrizam na realidade.
( Tomaria ,agora, sorvete sentada na praça do coreto. Jogaria, agora, arroz cru aos pardáis. )
Me rendo. Me levanto e decido escrever.
(Estou desvariando? Escrever o que? Passar por email a hora do meu voô? Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaao! Ñ é isso o que eu quero. Quero falar de outras coisas. Quero contar porque vc. está tao aqui.)
Foi pelo presente que vc. me deu.
Precisava ir. Mas ñ teria ido se vc. ñ tivesse dito. Calada dentro de mim, o grito afogando a vontade de tomar distância. Distância necessária para ver quem sou agora.
Tinha me perdido e agora estou me achando.
(Por isso é bom voltar à Lisboa.
Foi lá onde comigo estive por última vez antes desse meu auto-reencontro.)
Ás vezes acho que posso com tudo, mas lá dentro sei que ñ é assim.
Posso com tudo quando sou Gertrudis, dentro do meu círculo mágico. Lá sou valente e forte. Lá sou a mais forte das de mim.
Mas ñ sou Gertrudis o tempo todo....
Posso sorrir ao infinito quando sou Popotama....dentro do meu nariz vermelho, sendo a mais pura das que sou.
Mas ñ sou Popotama o tempo todo...
Ás vezes sou outras e todas ao mesmo tempo.
Levo em mim todos os olhares que me encontro, os olhos das gentes, seus sorrisos, suas penas, seus pesares, seu prazeres.
Nas pessoas me encontro.
Nelas me deixo, me largo, removo, remexo no remolho de um gozo.
Me renovo. Me queimo e volto a sair à vida, tal e como a borboleta que queria conhecer o segredo da vela.